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sexta-feira, 7 de maio de 2010

(2008) VIAÇÃO COMETA S.A. (DINOSSAURO I) (2008) (1973)

 (SERIE NUMERADA VIAÇÃO COMETA S.A.) ONIBUS SCANIA BR115S 4X2 COM CARROSERIA CIFERAL MODELO DINOSSAURO I (PROTOTIPO DO MODELO COM TETO PLANO SEM A FAMOSA QUEDA MAIS CONHECIDA TECNICAMENTE COMO CAMELO) (DINOSSAURO I) (VIAÇÃO COMETA S.A.) (DINOSSAURO I) (2008)


                               

(EX-2007) VIAÇÃO COMETA S.A. (MARCOPOLO) (EX-2007) (1973)

(SERIE NUMERADA VIAÇÃO COMETA S.A.) ONIBUS SCANIA BR115S 4X2 (1973) COM CARROSERIA MARCOPOLO G3 MODELO MARCOPOLO II (SETA BAIXA) (EX-VIAÇÃO COMETA S.A.) (MARCOPOLO) (EX-2007) 

2007: Marcopolo II sobre chassis SCANIA BR-115 Super, ano 1972/1973, provável carro de testes da SCANIA. Esse veículo se envolveu em um engavetamento com vários veículos, ficando com a frente totalmente destruída e caído em um barranco. Anos mais tarde, em 1978, o mesmo veículo foi repassado pela SCANIA para a Única Petrópolis. A pintura lateral dele era idêntica à pintura usada pelo CIFERAL Dinossauro 3101.

(2002) VIAÇÃO COMETA S.A. (DINOSSAURO IV EXECUTIVO) (2002) (1973)

(SERIE NUMERADA VIAÇÃO COMETA S.A.) ONIBUS SCANIA BR115S 4X2 (1973) COM CARROSERIA CIFERAL MODELO DINOSSAURO IV (VIAÇÃO COMETA S.A.) (DINOSSAURO IV EXECUTIVO) (2002)

(1973) VIAÇÃO COMETA S.A. (DINOSSAURO I) (1973) (1973)

(SERIE NUMERADA VIAÇÃO COMETA S.A.) ONIBUS SCANIA BR115S 4X2 (1973) COM CARROSERIA CIFERAL MODELO DINOSSAURO I (PROTOTIPO DO MODELO COM TETO PLANO SEM A FAMOSA QUEDA MAIS CONHECIDA TECNICAMENTE COMO CAMELO) (VIAÇÃO COMETA S.A.) (DINOSSAURO I) (1973)  
                                                                                                                                              Um breve resumo da história do Dinossauro na Viação Cometa S.A. Por Wilson R. Degressi Míccoli O Dinossauro, um monobloco-monocoque em Duralumínio lançado pela Ciferal em 1972 para a Cometa num acordo formal entre Tito Mascioli, presidente da companhia, e Fritz Weissman, da Ciferal, teve origem num estudo minucioso feito pela Ciferal em cima do GM PD-4104. A intenção da Cometa neste projeto, era desenvolver um veículo similar ao importado dos Estados Unidos em 1953, que possuísse motor traseiro, suspensão a ar e principalmente conforto aos passageiros e ao condutor do coletivo.O veículo, apresentado no salão do automóvel de 1972, teve uma primeira versão de teto plano sem a famosa "queda", mais conhecida tecnicamente como camelo, e levou na Viação Cometa o prefixo 2002. Na realidade, tratava-se de um Ciferal Líder com a frente do Dinossauro já conhecida e a traseira redesenhada do Ciferal Líder batizado na Cometa como JUMBO C, que levava o prefixo 2014, que tratava-se de um Scania BR-110 Sueco, importado em três unidades para testes pela Scania Brasileira. Porém o primeiro Dinossauro efetivo da Viação Cometa foi o carro 3101, até hoje preservado no museu do antigo controlador da empresa. Encarroçado sob o chassi BR-115 Super, possuía motor turbo alimentado de 275 cv e suspensão a ar, na época o que de melhor havia no mercado brasileiro de chassis. Uma particularidade exclusiva do carro 3101 que foi herdada do protótipo 2002, era a janela do motorista e a janela das poltronas 3-4, atrás deste, que era uma janela única e inteiriça, herdada do Ciferal Líder. A partir do 3102 a janela foi separada em duas distintas. O nome DINOSSAURO foi dado de batismo ao veículo pela Cometa, numa alusão a algo grande e forte, se comparado com o antecessor Turbo Jumbo, de motorização dianteira e baixo; esta denominação acabou tornando-se homônima na Ciferal. A carroceria apresentava traseira com formato curvo, vista do alto, e um vigia traseiro tripartido em vidro, com três peças, duas nas extremidades, de tamanho menor, e uma principal ao centro, maior. O veículo trazia uma tradição da Ciferal até então, o toalete à esquerda do carro, em função da disposição do radiador do chassi BR-115, que era à direita, bem como a numeração invertida. O par de poltronas 1-2 ficava a direita do carro, sendo que as poltronas pares eram janelas, e as ímpares, ao lado do corredor. Deste modelo a Cometa possuiu veículos numerados com três séries: 31 e 32 - não existiu a série 33, a 34 era destinada aos veículos denominados DINOSSAURO EXECUTIVO, exclusivos da linha São Paulo - Rio de Janeiro, que eram equipados com ar-condicionado traseiro. Um destes veículos, de prefixo 3451, foi preservado para utilização da antiga diretoria da Cometa e hoje se encontra no acervo do antigo controlador da empresa - embora não possua mais o ar-condicionado de traseira, que foi remanejado para os bagageiros. Também existiu uma série de Dinossauros Leito que possuíam pintura diferenciada e levavam a série 35.Em 1976, a Ciferal apresentou uma nova versão do Dinossauro que possuía a traseira reta e plana. Esta versão já apresentava um vigia traseiro em fibra de vidro, o que ampliou o espaço interno do carro e permitiu que fosse colocada mais uma fileira de poltronas. Poucas foram as unidades encarroçadas sob o chassi BR-115, pois no mesmo ano a Scania lançou o chassi BR-116, com motorização turbo alimentada de 296 cv. A mudança neste chassi era a disposição da ventoinha do radiador bem como o próprio radiador, que eram dispostos à esquerda do carro. Com esta mudança, a numeração das poltronas foi alterada, sendo que as poltronas 1-2 passaram a ser atrás do motorista. As poltronas ímpares passaram a serem janelas e as pares, corredor e o toalete passou a ficar disposto à direita do carro. Deste modelo, a Cometa teve prefixados a segunda metade da série 35 (leitos), e as séries 36, 37, 38, 39 e 40, para veículos convencionais com ou sem toalete.Em 1979, com uma nova liberação do Governo Federal, onde até então os veículos rodoviários poderiam ter comprimento de 12 metros, passaram a ter a configuração de 13,20. Com esta mudança surgiu a versão Dinossauro II que passou a ter 42 poltronas contra 38 de sua versão anterior e ainda, o carro passou a ter seis janelas laterais, além de ter tida ampliada sua capacidade de bagageiros passantes para 11m³. Deste modelo circularam as séries 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48 e 49, sendo que as séries 46, 47, 48 e 49 eram veículos de séries anteriores reformados. Desta série ainda destaca-se o Dinossauro de prefixo 4500 que era um protótipo da Scania, movido a Álcool (combustível hoje conhecido como Etanol), que circulava na linha São Paulo - Campinas.Em 1981 a linha São Paulo - Rio era operada por três companhias, antigas rivais: Viação Cometa S.A., Expresso Brasileiro Viação Ltda. e Única Auto Ônibus. A Viação Itapemirim, gigante sediada em Cachoeiro do Itapemirim, expandindo seus tentáculos por todo o Brasil, chegava em São Paulo e acabou por adquirir os ônibus e as linhas da Única, entrando na São Paulo - Rio. Uma das promessas feitas pela Itapemirim que acabou concretizada foi a apresentação de um veículo inédito, encarroçado pela Ciferal no modelo Dinossauro, batizado de TRIBUS. Tratava-se de um veículo com chassi Mercedes-Benz, com alterações mecânicas executadas pela Itapemirim e inclusão de terceiro eixo, com suspensão a ar. Este modelo do Dinossauro rendeu um desgaste nas relações entre a Cometa e a Ciferal, pois a produção deste era um acordo formal de exclusividade entre Tito Mascioli e Fritz Weissman, conforme já citado, e versões deste veículo para outros frotistas possuía alterações estéticas na frente, na traseira e no interior do veículo, tornado o modelo da Cometa exclusivo, porém esta regra não foi seguida com os veículos encarroçados para a Itapemirim.Em meados de 1982 a Ciferal começou a apresentar atrasos nos prazos de entrega dos veículos devido uma grave crise financeira que começou a atravessar. Nesta época a Viação Cometa possuía cerca de 100 chassis BR-116 na Ciferal, sendo que boa parte destes já haviam sido passados para o encarroçamento. Para conseguir fazer frente ao Tribus da Itapemirim, a Viação Cometa, numa hábil estratégia, repassou para a Expresso Brasileiro, 50 chassis BR-116, que foram encarroçados por esta na Marcopolo, e da noite para o dia, surgiram novos carros na Expresso Brasileiro, o que ajudou a Cometa a ganhar tempo.Os carros que não haviam sido concluídos foram trazidos no estado em que se encontravam para São Paulo, e foram concluídos na Companhia Mecânica Auxiliar, divisão do grupo que cuidava até então da reforma pesada de veículos do grupo. Estes veículos levariam a série 50, dividida entre convencionais e leitos, e também serviu de laboratório para a Cometa começar a manufaturar seus próprios ônibus, no ano seguinte, através da CMA. Algumas das inovações implementadas nestes veículos, finalizados dentro de sua própria casa, foram os bagageiros com molas a gás - dispensando a necessidade da corrente presa na lateral da carroceria quando o bagageiro era aberto. Comparado ao painel anterior da Ciferal, este recebeu novos instrumentos, tornando-se um pouco mais próximo do que foi apresentado no modelo da CMA e que até hoje pode ser visto.